Sunday, October 21, 2018

Por onde começar

tudo é árido, nem luz cai na melancolia,
a agonia intensifica e só vento
a passar cortante na pele
fica

os números estão trocados, o oito depois do vinte,
o vinte perde metade do corpo
desaparece,
os números estão a vaporizar,

a dor da ausência a represar,
não há corrida senão por dentro,

os números não estão.

Por onde começar

se o início é o fim de tudo,
a onda a quebrar é o orto
e jaz.

Monday, October 15, 2018



"Como uma onda que quebra sempre no mar alto, que nunca atinge a praia, as rochas"

Thursday, April 12, 2018

adrift

Monday, March 19, 2018

danceful

Friday, March 16, 2018

rampant

Thursday, March 08, 2018

Anjos

Estranhos da noite sirigaitando
Naquela que é a sua casa
A rua é de todos mas mais daqueles
A quem não se cortou asa.

Sirigaitam e, como o termo implica,
Parecem saber onde têm de chegar,
Mas nunca chegam, pois não existe
Para eles outro senão aquele lugar.

A asa está lá, mas não quer dizer que não esteja ferida.

Thursday, February 15, 2018

free speech

My hair grows, steadily,
As one season goes after the other,
And the flowers start to bloom.

Is the beginning of the Spring.

I watch as the sound that comes
Seems to fill me up with joy,
The passage of time is a beauty within itself.

One set of complex systems we are.

All the dirt around us fertilizing,
All the mirrors memorizing
A second that lives forever.