Friday, October 28, 2011
Thursday, October 27, 2011
Wednesday, October 26, 2011
Wednesday, October 19, 2011
"Don't fall in love with yourself"
Zizek em Wall Street.
“We’re not dreamers. We’re awaking from a dream turning into a nightmare. We’re not destroying anything. We’re watching the system destroy itself.”
Aqui: http://roarmag.org/2011/10/zizek-at-wall-street-protest-dont-fall-in-love-with-yourself/
“We’re not dreamers. We’re awaking from a dream turning into a nightmare. We’re not destroying anything. We’re watching the system destroy itself.”
Aqui: http://roarmag.org/2011/10/zizek-at-wall-street-protest-dont-fall-in-love-with-yourself/
Tuesday, October 18, 2011
Thursday, September 29, 2011
Thursday, September 22, 2011
do António Aleixo, Grande
Há luta por mil doutrinas.
Se querem que o mundo ande,
Façam das mil pequeninas
Uma só doutrina grande.
Se querem que o mundo ande,
Façam das mil pequeninas
Uma só doutrina grande.
Monday, August 08, 2011
- no subject -
É como
se a soma de todas as coisas
e de todos os sonos dormidos
me trouxesse
até aqui,
propositadamente,
acreditando que na dança das folhas
das árvores
há sentido para este passeio.
se a soma de todas as coisas
e de todos os sonos dormidos
me trouxesse
até aqui,
propositadamente,
acreditando que na dança das folhas
das árvores
há sentido para este passeio.
Tuesday, July 05, 2011
ficando moribunda
É a não-fome e o falso jejum
estou sempre tão cheia
de não te ter aqui.
E ali, onde paras,
são as horas e são as demoras
o meu corpo em revoltas.
eis que
decidiu o ventre rebentar em vértebras.
estou sempre tão cheia
de não te ter aqui.
E ali, onde paras,
são as horas e são as demoras
o meu corpo em revoltas.
eis que
decidiu o ventre rebentar em vértebras.
Thursday, May 19, 2011
Friday, May 13, 2011
brinco ou argola doirada
ainda te tenho
ainda te tenho cá dentro, ciganita,
e rodas as saias de malhas que trazes
vestidas, e rodas sabendo que nas investidas
que fazes
trazes contigo um vendaval.
oh, quisera saber-te eu sempre aqui
sem ter de recorrer ao mercado comum.
mas folgo a fome que me matas depois de tanto jejum.
ainda te tenho cá dentro, ciganita,
e rodas as saias de malhas que trazes
vestidas, e rodas sabendo que nas investidas
que fazes
trazes contigo um vendaval.
oh, quisera saber-te eu sempre aqui
sem ter de recorrer ao mercado comum.
mas folgo a fome que me matas depois de tanto jejum.
Tuesday, March 08, 2011
Saturday, February 19, 2011
a palavra é apenas uma memória
Ao ouvir uma canção o corpo responde. Inicialmente vibra apenas, mas após uns segundos sente uma necessidade maior de se movimentar mais e, acompanhado pelas batidas da música, desenvolve gestos mais ou menos bruscos, dependendo aí de quem dança. Ao som de algo estilo house ou jazz, pouco importa, o sujeito dono do corpo em causa torce e contorce os membros de forma ritmada. Independentemente do sítio, a dança desenvolve-se sempre da mesma forma. Poderá, contudo, provocar reacções diferentes, consoante o público. Há quem se mostre chocado pela animalidade demonstrada pelo bailarino. Há também quem lhe admire a coragem, ou até a graça – é uma questão de sensibilidade. Mas, em última análise, o sujeito não terá muito com que se preocupar. Uma vez que todos os elementos do público também possuem corpos todos estarão dançando, vítimas da mesma condição. Em suma, a dança é apenas um movimento.
Para contemplar um quadro é necessário que se abra os olhos para visualizá-lo. Há vezes em que o processo é complicado. Por exemplo, quando há uma grande variação na quantidade de luz recebida o sujeito pode sentir-se incomodado. Mas, uma vez ultrapassado este primeiro obstáculo, e na presença de uma pintura, é possível iniciar a contemplação. Quem o faz observa a presença ou ausência de cores, formas. Às vezes observa corpos de mulheres despidas ou crianças correndo. Analisa a situação em questão dentro dos limites da tela; vê o que lhe está defronte e fica. O processo não tem uma duração temporal específica, mas normalmente não vai além dos cinco minutos. Em suma, a contemplação de um quadro é apenas a visualização de uma tela.
Para dizer “mãe” é preciso recorrer-se a um arquivo de palavras. Apesar de estas, quando na língua materna, se assemelharem a designações naturais, a verdade é que são uma criação humana. Designaram-se os objectos, as sensações, os processos, enfim, tudo ou quase tudo quanto se conhece. A utilização de palavras na comunicação oral presume um conhecimento relativamente vasto de significados, de modo a que as palavras se possam articular e criar algum sentido. É necessário ter-se capacidade de armazenamento de informação para conseguir guardar esses conhecimentos. Em suma, a palavra é apenas uma memória.
Para contemplar um quadro é necessário que se abra os olhos para visualizá-lo. Há vezes em que o processo é complicado. Por exemplo, quando há uma grande variação na quantidade de luz recebida o sujeito pode sentir-se incomodado. Mas, uma vez ultrapassado este primeiro obstáculo, e na presença de uma pintura, é possível iniciar a contemplação. Quem o faz observa a presença ou ausência de cores, formas. Às vezes observa corpos de mulheres despidas ou crianças correndo. Analisa a situação em questão dentro dos limites da tela; vê o que lhe está defronte e fica. O processo não tem uma duração temporal específica, mas normalmente não vai além dos cinco minutos. Em suma, a contemplação de um quadro é apenas a visualização de uma tela.
Para dizer “mãe” é preciso recorrer-se a um arquivo de palavras. Apesar de estas, quando na língua materna, se assemelharem a designações naturais, a verdade é que são uma criação humana. Designaram-se os objectos, as sensações, os processos, enfim, tudo ou quase tudo quanto se conhece. A utilização de palavras na comunicação oral presume um conhecimento relativamente vasto de significados, de modo a que as palavras se possam articular e criar algum sentido. É necessário ter-se capacidade de armazenamento de informação para conseguir guardar esses conhecimentos. Em suma, a palavra é apenas uma memória.
Wednesday, February 09, 2011
Al Berto, à procura do vento num jardim de Agosto
Sei que darei ao meu corpo os prazeres que ele me exigir.
Vou usá-lo, desgastá-lo até ao limite suportável,
para que a morte nada encontre de mim quando vier.
Vou usá-lo, desgastá-lo até ao limite suportável,
para que a morte nada encontre de mim quando vier.
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